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Sexo Virtual e Infidelidade: Concepções de Usuários de Salas de Bate-Papo (Cybersex and Infidelity: Conceptions of Chat Users)
(CSE; Baseado em Dados/Data-Based Presentation)

Co-autores: Márcio Roberto Regis, Maria Cristina Antunes e Maria da Graça Saldanha Padilha (Universidade Tuiuti do Paraná)

Resumo/Abstract: A interconexão mundial de computadores criou um novo espaço de comunicação que possibilitou novos tipos de relacionamentos. Pesquisas na área definem sexo virtual como uma versão digital do jogo de desejos sexuais, qualquer atividade sexualmente orientada online para satisfazer desejos e fantasias eróticas. São comportamentos de sedução em salas de bate-papo, por e-mails, voyeurismo através de sites pornográficos, participação em chats sexualmente orientados e masturbação, exibicionismo utilizando câmeras em tempo real. Objetivos: verificar se os usuários de salas de bate-papo consideram sexo virtual traição e os motivos para a prática de sexo virtual. Metodologia: usuários que estavam utilizando salas de bate-papo foram convidados para responder questionário em um site na internet. 135 usuários responderam um questionário de múltipla-escolha, com dados sócio-demográficos, sexo virtual, motivos para fazer sexo virtual, tempo de uso diário na internet e tipo de salas de bate-papo que freqüenta. Resultados: 40,9% dos participantes tinha entre 18 e 25 anos; 58,2% do sexo feminino e 41,8% masculino. Maior participação de internautas residentes no Estado de São Paulo (26,7%). 65,7% solteiros, 44,8% com 2º Grau. 73,9% trabalhava e 44,6% ganhava entre 1 e 5 salários mínimos. 56,1% dos internautas ficava em salas de bate-papo até 2 horas diariamente. 75,6% já ficou excitado em salas de bate-papo trocando intimidades com outras pessoas. Alguns internautas (34,1%) já marcaram encontro e mantiveram relações sexuais com parceiros da internet. 31,9% afirmou nunca ter feito sexo virtual. 61,4% dos internautas afirmou que se soubessem que seu parceiro(a) estivesse trocando intimidades sexuais pela Internet, isso não seria motivo de separação ou divórcio. Mas 77% não comentaria com seu parceiro(a) se estivesse fazendo sexo virtual. 56% considerou que sexo virtual é traição. 68,9% achava que não estaria havendo uma suposta traição caso o companheiro(a) teclasse com alguém na Internet. Entre os sujeitos que já tiveram experiência com o sexo virtual, os motivos relatados foram: timidez (53,9%); realização de fantasias e fetiches (87,3%); anonimato (76,6%); estava excitado e não tinha um parceiro (69,9%); modo de conhecer pessoas para ter relações sexuais (70,8%); ainda não iniciaram sua vida sexual (27,5%); porque têm problemas sexuais (19,2%). Verificamos que a maioria dos internautas participantes da pesquisa praticaram sexo virtual, embora apenas pouco mais da metade consideraram que sexo virtual é traição. Os dados obtidos sobre as causas do uso da internet para sexo virtual apontam para uma importante área de pesquisa, já que não existem estudos a respeito.

Resumo do artigo Sexo Virtual e Infidelidade: Concepções de Usuários de Salas de Bate-Papo (Cybersex and Infidelity: Conceptions of Chat Users) que será apresentado no Encontro Internacional da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC) e da Association for Behavior Analysis (ABA), no dia 14/8/2004 às 18:00 PM – 19:30 PM.

 Mais detalhes sobre a apresentação do artigo na ABPMC e ABA...
Confira o Painel do artigo "Sexo virtual e Infelidade..." que estará exposto na ABPMC 2004 clicando aqui.
Encontro Internacional da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC) e da Association for Behavior Analysis (ABA) 2004, em Campinas-SP
www.abpmc.org.br/
www.abainternational.org/brazil/

 
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