| Máscaras de carnaval, quem está por trás?
Curitiba, 24 fevereiro 2006
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Estamos em plena época de carnaval, época de alegrias, paqueras, novas amizades, novos ritmos de musicas (algumas bem estranhas...), mas não tem importância, afinal, tudo é festa e harmonia na avenida, com algumas ressalvas, é claro!
Esses dias, assistindo notícias na tv e lendo outras na |
internet, a Secretaria Municipal de um estado vai distribuir pílula do dia seguinte ao foliões no carnaval. Caramba! Será que distribuir educação, informação e projetos sociais voltados a prevenção de gravidez e dst/aids custa muito caro? Tem gente que faz uso de pílula do dia seguinte como se tivesse chupando bala. Pílula do dia seguinte não evita doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a aids. Se tomado sem orientações médicas poderá causar danos à sua saúde e é claro que a pílula não terá o efeito desejado. (Sempre consulte seu médico.)
Falando em paquera e distribuição de beijos por todos os lados, você sabe os riscos que o beijo pode causar? – Pois bem, os beijos de língua calorosos e indiscriminados podem causar algumas doenças chamadas de mononucleose infecciosa (ou doença do beijo), que ocorre ínguas em todo corpo, entre outras doenças como a cárie, gengivite, sífilis, gonorréia e chances de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis (dst/aids). A doença do beijo foi denominado assim porque sua transmissão é através da saliva. Seus principais sintomas são dores de garganta, febre, mal estar, dores de cabeça, falta de apetite, náuseas, vômito, entre outros.
Quanto ao “spray do beijo” divulgado na televisão e jovens fazendo “test drive” com o novo produto nada preventivo, não tem comprovação científica de sua eficásia. Beijar diversos parceiros pode ocorrer tais doenças citadas acima, mesmo com o uso do spray. As principais vítimas ao contágio são jovens na faixa de 15 à 25 anos de ambos os sexos. Uma pessoa com piercing na língua e com sangramentos tendo contato com outra pessoa com uma simples afta, podem contrair ou passar doenças causados pelo beijo, inclusive o vírus hiv, mesmo fazendo uso de “sprays”.
O carnaval responsável não causa doenças e nem futuros transtornos à sua saúde. Esse ano vou pedir para você CONTINUAR USANDO preservativos. Não se lembre disso apenas e exclusivamente nessa época do ano, a camisinha precisa fazer parte da nossa cultura, evitando maiores transtornos à sua saúde. Os homens vivem dando desculpas que camisinha atrapalha, incomoda, mas apartir do momento que você tiver dúvidas se pegou algum tipo de DST por ter transado com alguém sem nenhum método contraceptivo na noite anterior, isso vai incomodá-lo para sempre, afinal de contas você nunca ficará sabemos quem é que está por trás das máscaras de carnaval e quais foram seus comportamentos de risco. A máscara nesse carnaval não é spray do beijo, nem distribuição de pílula do dia seguinte... mas sim o uso de metodos contraceptivos e do preservativo. Entre fantasiado nesta festa e seja feliz!
Autor: Márcio Roberto Regis (CRP 08/10156)
Editor-Chefe do Portal de Psicologia Atlaspsico
Bacharel e Psicólogo formado pela Universidade Tuiuti do Paraná
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