Página Principal
 Seções
 Aids
 Colaboradores
 Coluna Atlaspsico
 Comportamento
 Dependência Química
 Entrevistas
 Tecnologia
 Psicologia
 Saúde & Cia
 Sexualidade
 Últimas Notícias
 Últimas Notícias
 Últimas Notícias do Site
 Revista de Psicologia
 Índice
 Números anteriores
 NewsLetters Atlaspsico
 Newsletters
 Atendimentos Clínicos
 Atendimentos Online
 Atendimentos clínicos
 Marcar consultas
 O Psicólogo | Abordagem
 O Psi/CV/Abordagem Ter.
 Publicações
 Fale conosco
 Contatos
 Profissionais
 Código de Ética/CRPs
 Agenda e Bibliografias
 Cursos e Eventos
 Livros
 Internautas
 Livro de Visitas
 Expediente Atlaspsico
 Expediente Atlaspsico
 Links
 Links
 
 

   
 

O Orgasmo Feminino

Existe, por vezes, a ideia errónea de que a satisfação das relações sexuais se liga invariavelmente à obrigatoriedade da ocorrência do orgasmo feminino. Este pressuposto esbarra de forma clara no desconhecimento da função sexual humana, principalmente a feminina.

As relações sexuais têm sempre uma componente fisiológica que, tal como as outras funções (cardíaca, hepática, pulmonar, etc) pode não funcionar na sua plenitude, não significando, contudo, que exista qualquer tipo de problemática associado. Para além desta vertente meramente fisiológica, as relações sexuais são, ainda, influenciadas decisivamente pela componente psicológica de cada indivíduo, esta sim, desempenhando um papel preponderante na capacidade e disponibilidade de cada um em reagir sexualmente, contando-se inúmeras nuances ao nível da resposta sexual, no seio dos parâmetros considerados ajustados e comuns à maior parte dos sujeitos.

Temos então, dois factores extremamente importantes a influenciar a resposta sexual humana. Na esmagadora maioria das situações, estes factores estão de tal forma interligados que se torna quase quimérico isolá-los. Uma mulher que não obtenha o orgasmo no decurso de uma relação sexual, pode, no entanto, sentir-se bem do ponto de vista sexual. O problema pode surgir quando o seu parceiro pensa que algo está errado entre eles ou que a sua parceira tem algum problema do foro sexual. Essa ansiedade pode influenciar, também, o seu desempenho sexual, para além do da companheira, podendo estar na génese de um real problema sexual/relacional. Esta forma de abordagem do orgasmo feminino com a consequente imperiosidade da sua existência, é algo que não encaixa no conhecimento actual que possuímos no que diz respeito às respostas sexuais feminina e masculina, sendo mais notórias estas questões, ao nível do orgasmo feminino e da ereção masculina. Assim, factores como fadiga, tensão, ansiedade, entre outros, podem interferir, de forma diferente, nas respostas sexuais de ambos os sexos, dificultando ou impedindo a obtenção do orgasmo e da ereção, ou ainda, implicando a perda súbita desta última. Torna-se, também importante, salientar a crescente necessidade de informar, por forma a que as ideias erróneas ligadas à sexualidade se reduzam, contribuindo-se para que os padrões que são veículados possam ter alguma variabilidade e adequabilidade em função de cada um dos sujeitos, sem que cada um deles pense que só pode responder sexualmente da forma x ou y. O conhecimento das idiossincrasias do próprio e do(a) companheiro(a), contribuirá para que se consiga lidar de forma mais salutar com essas diferenças que, eventualmente, até podem ser estimulantes.

João Taborda é Psicologo Clínico, Mestre em Sexologia e Prof. Universitário (Psic. Desenvolvimento; Psic. Ambiente e Coordenador de Estágios) e reside em Lisboa, Portugal.

 

 
© Copyright 2000 - 2004 - Todos os direitos reservados. All rights reserved. WebMaster Atlas.