| Afinal,
o que é droga?
Depende. Do ponto de vista médico, “drogas
são substâncias usadas para produzir alterações
nas sensações, no grau de consciência e no estado
emocional”, de acordo com a cartilha da Secretaria
Nacional Antidrogas. Essa definição inclui maconha,
cocaína, crack e heroína, álcool e cigarro,
e também café, chocolate e medicamentos. Do ponto
de vista jurídico existem drogas ilegais, legais e de uso
controlado. As drogas legais podem ser comercializadas livremente,
como o álcool e o cigarro. Qualquer um pode comprar drogas
lícitas, sem controle. As drogas de uso controlado são
certos tipos de medicamentos, que só podem ser adquiridos
nas farmácias, com receita médica. As drogas ilegais,
como a maconha, a cocaína, crack e heroina, para serem adquiridas
dependem do contato com o traficante e uma rede de outros atravessadores,
onde todos são alvo da repressão policial.
Se uma pessoa é flagrada fumando maconha é presa como
usuária, porque a droga é ilegal. Será esse
o caminho mais correto? Aí está a diferença
entre o usuário, que é um doente, e o traficante,
que comercializa um produto ilegal, visando obter altos lucros,
e portanto é um contraventor. Em relação às
conseqüências, não há diferença
entre as diversas drogas. Todas causam dependência. A nicotina
contida no cigarro, por exemplo, é a droga com grande poder
de criar dependência... mas como é uma droga legal,
qualquer criança pode comprar livremente.
Dados da Organização Mundial de Saúde, informam
que 1,5 bilhão de pessoas no mundo sofrem de alcoolismo,
e 55 milhões são dependentes de drogas ilegais. Isto
é, a maior incidência é de drogas legais!
O usuário de drogas envolve-se em situações
de risco porque para conseguir a droga tem que entrar em contato
com o traficante, contrai dívidas, faz a escalada para drogas
mais pesadas, perde o controle sobre o uso e pode cometer infrações
e crimes. Mais cedo ou mais tarde é apanhado pela polícia
e complica toda a sua vida pessoal. Muitas vezes também torna-se
traficante para poder financiar o seu vício.
Entre as chamadas “drogas legais”, os interesses econômicos
interferem nas decisões políticas e acabam ditando
as regras do jogo. Como exemplo podemos citar a proibição
da propaganda das bebidas alcoólicas, que por pressões
das cervejarias, conseguiu alterar a portaria governamental aumentando
o teor alcoólico para a proibição, e assim
permitindo a propaganda da cerveja. Alias, belas propagandas, embora
de muito mau gosto, que com o objetivo de vender também ilusões,
exploram e utilizam o corpo da mulher como "objeto de consumo".
É bom lembrar que cerveja é bebida alcoólica,
não existe "cerveja sem álcool"... "cerveja
caseira"... Todas possuem teor alcoólico, embora em
menor grau. Cerveja não é refrigerante, não
pode ser tomada como água. Cerveja não é diurético.
A água da cerveja vai ser expelida pela urina, o álcool,
em segundos chega no sangue e no cérebro.
Uma das maneiras de convencer uma pessoa a fugir das drogas, isto
é, prevenir o seu uso é a educação,
informando sobre os efeitos e riscos das diversas substâncias.
Buscar depoimentos de pessoas que já foram dependentes, também
pode ser útil. Não tenha receio de buscar ajuda profissional,
como uma orientação ou psicoterapia.
Informe-se! Assim você pode ter respostas prontas quando surgirem
os apelos para "entrar na onda" e experimentar!...
Gilka
Correia é Filósofa, Psicóloga, Especialista
em Psicologia Clínica e Hospitalar, Sexóloga e Mestre
em Educação.
Psicoterapia especializada para crianças, adolescentes e
adultos: Orientação escolar, vocacional e familiar.
Cursos, palestras, consultoria.
• Educação e Sexualidade.
• Dependências Químicas.
Contato
em Curitiba – PR - (41) 352-5107 – 352-4484 –
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