| "Macho
que é macho…"
Hoje
eu vou levantar algumas questões sobre o machão, aquele
tipo de homem narcisista que adora se exibir dizendo que "macho
que é macho enfrenta qualquer problema". O homem que
acredita nisso é, na realidade infeliz, um sofredor, por
que precisa esconder sempre seus sentimentos para se mostrar forte.
No fundo, ele nem consegue entender os conceitos de força
e de coragem.
Homem forte não é aquele que suporta a dor sem mostrar
seus sentimentos. Forte é quem reconhece que sente medo e
sabe que precisa de muita coragem, e às vezes de ajuda, para
enfrentar seus insucessos. Forte é quem conhece suas limitações
e suas inseguranças.
O
machão, ao contrário, insiste naquela imagem que lhe
foi transmitida pelos pais ou pelos avós desde a infância,
de que ele é capaz de vencer todos os obstáculos da
vida sem demonstrar as suas fragilidades e jamais reconhecer que
está inseguro. Dessa maneira, acaba perdendo as oportunidades
de se mostrar e de colocar para fora tudo aquilo que o incomoda.
Esses sentimentos abafados e reprimidos acabam provocando doenças,
que com o passar do tempo vão refletir em algum órgão;
ex.: úlcera, enxaqueca ou problema sexual, que são
os mais comuns. Na área psicológica a angústia
e a depressão são inevitáveis por que ninguém
consegue esconder seus medos e conflitos e o impacto na área
sexual irá ocorrer, é apenas uma questão de
tempo.
O
homem que quer se mostrar sempre forte, sem revelar suas inseguranças
nem mesmo à sua companheira, vai ficando cada dia mais incapaz
e mais impotente afetivamente. Ele pode até ter sucesso na
profissão, ganhar muito dinheiro, vencer todos os obstáculos
no trabalho, mas certamente não vai ser bem sucedido na vida
afetiva e amorosa. Com o passar do tempo, esses problemas passam
a interferir na motivação profissional.
O
amor e a sexualidade são um problema na vida desses homens.
Porque à medida em que não se abrem, não se
envolvem afetivamente e não formam vínculos e assim
não estabelecem uma relação de intimidade e
cumplicidade com a companheira. Não aprendem uma das coisas
mais importantes da vida que é dar e receber amor.
O
impulso biológico da juventude garante o bom funcionamento
sexual até uma certa idade. Mas a partir dos 40/45 anos,
é muito comum o machão começar a enfrentar
problema na área sexual, à medida que já não
existe mais o vigor da juventude e também está faltando
amizade, dedicação e amor pela companheira. O problema
mais comum nessa fase é a falta de rigidez da ereção,
o que prejudica a relação sexual.
Caso você esteja apresentando problemas semelhantes, o melhor
caminho é procurar uma orientação psicológica
que o ajude a rever todos esses conceitos e distorções.
E para garantir a sua recuperação sexual, procure
também um médico, que poderá indicar um tratamento
à base de medicamento oral para restabelecer a sua confiança
sexual e assim melhorar o seu relacionamento afetivo e qualidade
de vida.
Gilka
Correia é Filósofa, Psicóloga, Especialista
em Psicologia Clínica e Hospitalar, Sexóloga e Mestre
em Educação.
Psicoterapia especializada para crianças, adolescentes e
adultos: Orientação escolar, vocacional e familiar.
Cursos, palestras, consultoria.
• Educação e Sexualidade.
• Dependências Químicas.
Contato: Telefax: (41) 352-5107 352-4484 E-mail - gilka.correia@terra.com.br
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